Respiramos mais depressa durante um exercício muscular, porque consumimos mais oxigênio. Nossos músculos, porém, são dotados de um mecanismo que garante a continuação do esforço, mesmo na ausência do oxigênio: a respiração anaeróbia, onde a glicose se decompõe na ausência do gás oxigênio, reproduzindo ácido lático. Quanto maior a atividade muscular, mais ácido lático se acumula no músculo, tornando-o fatigado e incapaz de contrair-se, produzindo cansaço e até cãimbras.
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26/03/2010
Ácido lático
Ginástica Rítmica
A Ginástica Rítmica também conhecida como GRD - Ginástica Rítmica Desportiva, é uma atividade desportiva de infinitas possibilidades de movimentos corporais, realizados fluentemente em harmonia com a música e coordenados com o manejo dos aparelhos próprios desta modalidade olímpica, que são a corda, o arco, a bola, as maças e a fita. Praticada apenas por mulheres em nível de competição, pode ser iniciada em média aos seis anos e não há idade limite para finalizar a prática deste desporto, onde encontramos competições individuais ou em conjunto (cinco ginastas ao mesmo tempo). A Ginástica Rítmica desenvolve graça e beleza em movimentos criativos que são traduzidos através de expressões pessoais e possui uma forma artística que proporciona prazer e satisfação estética aos que a assistem. As exigências de rendimento são altas desde as categorias menores e há um elevado grau de exatidão na realização de elementos complexos, o que obriga a ginasta a treinamentos intensos e diários. As competições internacionais são divididas entre júnior (meninas até 15) e sênior (meninas de 16 ou mais). As ginastas geralmente começam a treinar muito jovens e têm seu auge no fim da adolescência e início dos vinte anos. Os maiores eventos da GRD são os Jogos Olímpicos, o Campeonato Mundial, o Campeonato Europeu e o Torneio Internacional de Corbeil-Essonnes.
Ginástica aeróbica
A Ginástica aeróbica, em sentido amplo, é uma combinação de ginástica clássica com dança. É um treinamento dinâmico com movimentos rítmicos flanqueado com música motivadora. Elementos principais da ginástica aeróbica são coordenação motora e fitness. Em sentido estrito, chamamos de Ginástica aeróbica as atividades físicas caracterizadas por movimentos rítmicos e intensos com elevado gasto calórico e de impacto sobre as juntas, movimentos estes causadores de esforço físico que pode ser suprido pela oxigenação normal da respiração, quase sempre acompanhados de música, e que produzem um aumento metabólico e uso de substratos benéfico ao organismo. Ginástica aeróbica pode ser qualquer atividade física caracterizada pela prática de exercícios isotônicos, ou seja, esforços musculares em que existe a manutenção da tonicidade muscular, com modificação do comprimento e volume muscular na medida do tempo . Geralmente são exercícios em que não há uma exaustão por acúmulo excessivo de ácido láctico, onde o consumo de oxigênio pelo músculo é proporcional, e que por conseguinte o ganho anabólico é menor quando comparamos com os exercícios anaeróbios.
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23/03/2010
A INICIAÇÃO NOS ESPORTES E OS RISCOS
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
VARGAS NETO, FRANCISCO XAVIER DE
A iniciação nos esportes e os riscos de uma especialização precoce
Revista Perfil, Porto Alegre, nº3, p. 70-76, 1999.
O autor tenta mostrar ao leitor, neste texto, algumas das principais idéias sobre a prática esportiva infantil, seus aspectos positivos, as diferenças entre iniciação, especialização e precocidade esportiva. Também argumenta sobre os aspectos positivos e negativos da mesma, concluindo com meios adequados para uma prática esportiva saudável e sem riscos.
Um aspecto importante a ser ressaltado é o de que existem muitas pessoas envolvidas neste tema e, portanto, forças externas agem sobre a criança, como os pais que na maioria das vezes não possui conhecimento para decidir corretamente qual o encaminhamento adequado ao filho. O autor coloca dados nos quais é comprovada a real vontade dos pais de verem seus filhos praticando um esporte, seja ele especializado ou não. Já médicos e professores apoiam também, porém com uma profunda discussão sobre a controvérsia da especialização ou não das crianças.
O autor destaca os diferentes conceitos da prática esportiva na infância. A Iniciação Esportiva é o processo de chegada à escolinha e a prática esportiva. Já a Iniciação Esportiva Precoce seria a atividade desenvolvida desde criança com muita dedicação aos treinamentos e com finalidade competitiva. O último termo seria o Treinamento Especializado Precoce, fundamentado como sendo o treinamento a longo prazo de crianças antes de sua fase pubertária objetivando o alto rendimento.
Eu sou a favor de que na fase pré-puberdade se estabeleça as bases para que num futuro possa desenvolver-se uma criança com as condições mínimas de ser um futuro atleta de rendimento, caso tenha as características genéticas necessárias.
Para um bom trabalho precoce, acho necessário que se leve em conta o que no texto se reivindica, que é a limitação das horas de treinamento, intensidade e objetivos desse treinamento e a qualidade de ensino nas escolas de nível pré-escolar e fundamental. Fazendo isso, evitamos que os malefícios de uma atividade infantil possam ser causados. Para concluir, acho que mesmo que uma criança venha a alcançar ótimos ou até excelentes resultados na infância não são garantia de que esse indivíduo seja um atleta de alto rendimento na fase adulta. A exemplo disso podemos citar o fato de que o famoso jogador de tênis, Guga, era derrotado em alguns torneios de categoria infanto-juvenil por atletas da UNISINOS, porém hoje se encontra num estágio muito superior do que os antigos "carrascos".
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20/03/2010
DEPRESSÃO - A DOENÇA DO SÉCULO
Distúrbio mental decorrente do funcionamento alterado das células cerebrais que compromete o estado emocional e físico do indivíduo. Uma de suas causas é uma disfunção que ocorre na transmissão dos impulsos de uma célula nervosa para outra. Nesse caso, os neurotransmissores, como a noradrenalina e a serotonina - substâncias químicas usadas na comunicação entre os neurônios -, existem em quantidade alterada. O paciente apresenta variação de humor e de comportamento, como perda de interesse pelas atividades diárias, tristeza permanente, desânimo, ansiedade e irritabilidade. Além disso se torna pessimista e apresenta dificuldade para tomar decisões. Também sofre alterações fisiológicas, como cansaço, diminuição da libido, insônia ou excesso de sono, perda ou aumento de apetite, distúrbios digestivos, falta de memória, redução de concentração e da capacidade produtiva.
Especialistas calculam que a doença afeta 20% da população mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que os distúrbios de humor, incluindo a depressão, devem afetar cerca de 340 milhões de pessoas nos próximos anos. No ano 2020, segundo a OMS, a depressão será o principal distúrbio mental a atingir a população dos países em desenvolvimento. Pode ocorrer com idosos e crianças, mas os adultos na faixa dos 20 aos 50 anos são os mais vulneráveis. As mulheres têm maior tendência à depressão, em uma proporção de duas mulheres para cada homem. Uma das razões é a maior variação hormonal que apresentam.
CAUSAS - Fatores genéticos, psicossociais e neuroquímicos contribuem para desencadear a depressão. Quando os pais são portadores da doença, o risco de o filho vir a tê-la é de 25% a 50%. A morte de pessoas próximas, perda de emprego, separação ou outros eventos estressantes também podem provocá-la, assim como problemas causados por derrame, baixo funcionamento da tireóide, uso de remédios à base de corticóides ou para hipertensão. Síndrome do pânico - Conhecida cientificamente como transtorno do pânico, também leva à depressão. A pessoa sente taquicardia, calafrios, náusea, dores no peito e no estômago, sensação de sufocamento, medo de morrer e de enlouquecer sem razão aparente, o que a acaba afastando do convívio social e gerando profunda depressão. A ciência ainda desconhece as causas. Sabe-se apenas que as primeiras crises são desencadeadas por situações de estresse acentuado.
TRATAMENTO - A depressão é tratada com psicoterapia e medicação antidepressiva, que normaliza a quantidade dos neurotransmissores. A melhora com esse tratamento ocorre em 70% a 80% dos pacientes. Em alguns casos é usado o eletrochoque (indolor) e o controle do sono, processo em que a pessoa fica 36 horas sem dormir, pois nessas condições há a liberação de neurotransmissores.
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